Achei o artigo abaixo super interessante.
Interessante no sentido de alertar aos micro e pequenos empresários que o segmento de internet é crescente, surpreendente e com possibilidade de criar milionários da noite para o dia.
Conheço jovens que começaram do nada e que tornaram pequenas empresas na web uma potência nacional e internacional.
Nesses casos acabo me lembrando do passado. Antigamente pessoas pobres conseguiam com esforço e dedicação fazer fortuna, mas nos últimos anos isso se tornou um caso raro. Muito difícil, mas não impossível alguém que saiu debaixo crescer e ter sucesso nos negócios. Lógico que estou falando de forma genérica. Acontece com certeza mas não é comum, mas com o mercado de internet tenho visto isso acontecer de forma mais intensa. Porque será? Alguém tem opinião sobre o assunto? No meu ponto de vista o que acontece é que a internet é relativamente um meio de comunicação ainda barato e que tem possibilidade de desenvolver projetos através de ”gêniozinhos” com idéias inovadoras, criativas e fantásticas.
Boa notícia para os “gêniozinhos” e também para investidores que precisam ficar atentos ao que está surgindo na internet.
Eu mesma como profissional vejo dia-a-dia surgirem idéias na minha cabeça as mais inusitadas e tudo o que eu preciso e também você idealizador de uma boa idéia é planejar, elaborar um plano de negócio e colocar as mangas de fora pois coisas inusitadas na web tem atingido muitos bons frutos.
Leia o artigo abaixo e vejam que interessante o que aconteceu com o Buscapé. Sonhe, lute, crie, imagine, faça acontecer!
Um abraço,
Daniela Almeida Teixeira Toccafondo
Do zero aos (muitos) milhões em 10 anos: CEO do Buscapé festeja e dá a receita do bolo
Diego Remus em 03 de outubro de 2009
Em junho de 1998, os colegas Romero Rodrigues, Rodrigo Borges, Ronaldo Takahashi e Mario Letelier tiveram um sonho: criar uma marca que fizesse parte da vida das pessoas. Noite após noite, os quatro estudantes dormiram no escritório trabalhando pesado no que chamaram de Buscapé. Mas não estava dando certo. Faliram. Várias vezes. Mesmo assim, continuaram desfazendo pesadelos e refazendo o sonho.
Conquistaram investimento nacional e internacional (coisa rara, na época, e ainda hoje difícil), compraram concorrentes, viraram um grupo (BuscaPé.com Inc.) e conquistaram a liderança em vários países (Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Espanha, México, Peru e Venezuela). Semana passada, após 10 anos de operações, venderam 91% do Buscapé para a multinacional de mídia Naspers Limited por US$ 342 milhões.
Como isso foi possível? Quer saber como conseguir isso também? E o que vai acontecer com o sonho? Entrevistei Romero um dia depois da venda do Buscapé e um dia antes de ele completar 32 anos de idade para conhecer as perspectivas. Para vocês, segue um bate-papo com o primeiro jovem “internerd” brasileiro a ser CEO de uma startup realmente meteórica.
Em busca da receita perfeita: a que se dedicar, onde investir
“Áreas de tecnologia são sempre muito interessantes. A Internet tem um baixo custo de distribuição, volume e escala – são os ingredientes certos! Acho fantástico a forma como o Twitter se tornou popular – mas estou mais facebookando do que tuitando. Seja em biotecnologia ou TI, ainda tem muita coisa para se fazer”.
Condições de temperatura e pressão: foco no recheio – a cobertura vem no final
“O sonho não era ganhar dinheiro, mas sim criar algo grande, uma marca que fizesse parte da vida das pessoas. Tínhamos ganho de escala, inovação, mas não existia naquela época o acesso ao capital. A primeira notícia de investimento na Internet brasileira foi entre setembro e outubro de 1999. Começamos desde o primeiro segundo com plano de negócio, que nos deu pé no chão e preveniu da loucura”.
Modo de preparo: dicas de gestão para dar água na boca e sabor de quero mais
“É muito mais paixão e tesão do que qualquer outra coisa que vai fazer a pessoa acordar cedo ou virar a madrugada – só dinheiro não mantem o ritmo. Há uma série de dicas de gestão que eu poderia dar, mas no fim do dia o que acaba fazendo o DNA do empreendedor é uma mistura de garra com teimosia. Não aceitar ‘não’ como resposta é fundamental. Tem que ter estômago para batalhar – se não tiver isso, não aguenta”.
Corrigindo o tempero: nem tudo são sabores
“São momentos diferentes com jornadas diferentes. As horas trabalhadas lá atrás eram realmente insanas, não se compara. Botamos camas no escritório. Hoje é puxado mas a qualidade compensa. Duvido que algum sócio trabalhe menos de 12h por dia.
É difícil dizer algum erro grande. Houve vários, mas não olhamos muito para o retrovisor – para não bater o carro. Talvez tivéssemos feito diferente alguma parceria. Houve ao menos três ou quatro vezes em que tivemos certeza de que a empresa tinha quebrado, mas estamos aí”!
Botando a cereja no bolo: tudo que é bom tem uma parte que pode melhorar
“Este negócio não era previsto, tenho que ser sincero. Aliás, a gente não imaginava uma série de coisas que encontramos pela frente. Pesamos alguns fatores para aceitar a proposta: continuarmos sócios do sonho que a gente suou para construir e gestão distante (também chamada hands-off) por parte deles, para continuarmos tendo liberdade de executar e propor.
Não nos tornamos um braço de uma grande empresa, continua tudo igual. A tecnologia vai continuar brasileira. Vamos continuar centralizando todas as operações na Vila Olímpia, em São Paulo, e manter as unidades de Pesquisa e Desenvolvimento no Rio de Janeiro, Marília e Curitiba.
O negócio é muito bom para o Grupo Buscapé porque cataliza o sonho para níveis maiores. O Grupo Naspers não é apenas um investidor, tem toda uma história e quer continuar com a gente por muito tempo. Eles tem muito conhecimento de Internet, sites que são líderes na Rússia, na China, na Índia e no leste europeu. Quero aprender com eles e desenvolvermos o Buscapé ainda mais”.
Fonte: Startupi

