Fonte: Ibope/NetRatings
Paulo Joaquirn de Melo Júnior, 23 anos, é um típico garoto da periferia paulistana. Filho de um pernambucano de Garanhuns e de uma baiana de Feira de Santana, nasceu e cresceu no Jardim São Luis, zona sul da cidade, tão carente de infra-estrutura quanto de perspectivas. Aos 14 anos, tomou contato com um computador em um cursinho “bem básico” na ONG Casa dos Meninos. Interessou-se por aquilo tudo e, no ano seguinte, ajudava outros garotos a entender a máquina cheia de botões. Sem perceber, fascinou-se pela idéia de compartilhar conhecimento. Decidido a ter um computador só seu, juntou dinheiro com dois amigos e comprou um usado, a prazo. “Meu pai achava mirabolante”, diz, meio tímido. “Mas ele via que eu podia crescer aí.”
Erivaldo Magno da Conceição, de 15 anos, é outro típico garoto da periferia paulistana. Estuda em colégio público à noite e, todos os dias, passa ao menos três horas em uma lan house no Jardim São Luís. Lá gasta 20 reais mensais, usando as horas de conexão que compra e também a de amigos. Sonha com um computador ern casa. “Mas, mesmo se eu ganhar, vou continuar vindo aqui”, diz, sem tirar os olhos da tela, onde comanda um carro de corrida no game Need for Speed. Ao redor, adolescentes e crianças ocupam quase todas as máquinas do estabelecimento: dezessete garotos estão em jogos, e quatro meninas no Orkut.
Júnior e Conceição representam duas faces de um fenômeno que se agiganta no Brasil. Especialistas estimam que, na virada do ano, metade da população brasileira, ou mais de 90 milhões de indivíduos, terão de alguma maneira acesso à internet, seja em casa, no trabalho, no celular, seja em locais públicos. Quando se pensa apenas em usuários domésticos, os números são mais modestos. Pesquisa do lBOPE Monitor, que leva em conta apenas as residências, mediu 22,9 milhões de usuários.
O Brasil, segundo a ONG norte-americana Internet World Stats, mantém uns dos ritmos mais fortes em todo o mundo de crescimento do acesso. Entre 2000 e junho de 2008, o número de novos conectados cresceu 900%.
Uma pesquisa recente do Datafolha contabilizou que 47% dos brasileiros já têrn acesso à internet. Há outros dados surpreendentes: Somos o país no qual os usuários passam mais tempo conectados por mês. São mais de 22 horas mensais, ante 20 horas da França e 17,5 na Alemanha.Brasileiros alavancam febres na internet, como a do Orkut e a do Second Life. Estima-se que 27 milhões naveguem pelo Orkut, o mais popular site de relacionamentos da rede.
O Brasil chegou aos 5O milhões de computadores no ambiente doméstico e corporativo, segundo a Fundação Getulio Vargas. Na terça-feira 5, a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) divulgou previsão de venda de computadores em 2008: 13 milhões de unidades. Com os atuais 5O milhões de máquinas, o País tem uma média de 26 computadores para 100 habitantes, valor superior à média global, de 21 equipamentos para cada centena.
Para compreender o papel da Internet no modo de vida dos brasileiros convém voltar aos dois garotos do Jardim São Luís, Júnior, a partir do curso descobriu mundos que não imaginava existirem. Ele e alguns amigos criaram o Mudança com Conhecimento, Cinema e Arte (Mucca), dedicado a exibição e discussão de filmes na periferia. Por meio da internet, encontram os filmes, fazem contato com as distribuidoras e trazem o projeto para o mundo real. “0 que seria&nbs p;da gente sem email? Um email me facilita falar com alguém que nunca me receberia para uma reunião”, diz Júnior.
Ao deixar a ONG, em 2007, foi também por meio da rede que encontrou um emprego. Sem sair de casa, contatou amigos, pesquisou cursos, sites especializados e fez-se visível. Desde março, trabalha no Centro de Referência da Criança e do Adolescente, uma casa de passagem para menores em situação de rua, e ganha cerca de mil reais por mês. Agora sonha fazer faculdade de História e pós em Cinema. Não tem dúvidas de que a internet mudou sua vida. Ela pode mudar o mundo? “A internet, não. Mas quem usa pode.”
Já Erivaldo Conceição está mais para a turma do Orkut. “Pela internet eu reúno meus amigos, conheço gente, é legal. Também uso para fazer pesquisa para escola, para ver a novela se eu perco na tevê, e para ver notícias de esporte”, enumera o garoto. Ele tem mais de 800 amigos no Orkut, além de uns 350 contatos no comunicador instantâneo Messenger. Para Conceição, a rede não influencia nem modifica as pessoas. É simples, diz: ” A internet está na periferia, na classe média, em todo lugar”. Ajeita então o fone de ouvido e volta a jogar.
O acesso brasileiro contribui, inclusive, para que o Orkut seja o site com mais page views (páginas visualizadas) do Google no mundo. Outra pista é dada pelo lBOPE//Net Ratings. O instituto divulgou que 78,4% dos usuários residenciais participam de sites de comunidades. Trata-se do recorde mundial. Conceição, o vizinho de Júnior, dá rosto ao fenômeno.
“Temos de fazer uma série de discussões para chegar aos tais 50% dos brasileiros usando a internet, mas chegou a hora de pararmos de pensá-la como fenômeno simplesmente numérico e olhá-la como fenômeno qualitativo e comportamental”, pondera Marcelo Coutinho, diretor de análise de mercado do lBOPE Inteligência.
Fruto do barateamento do computador (estimulado pela queda do dólar) e da expansão do acesso, o fenômeno tem contornos sociais ainda não totalmente compreendidos. Trata-se de uma mudança veloz, radical. Cabe lembrar que a tevé levou cercado 27 anos desde o início da operação comercial para atingir metade da população brasileira, entre 1950 e 1977. Se as previsões se confirmarem, o acesso à internet atingirá esse percentual 14 anos depois de sua introdução comercial no Brasil, em 1995. A queda de preço, até pelas características do mundo hoje, também foi mais rápida.
Com a desvalorização do dólar, hoje é possível adquirir um computador básico por cerca de mil reais. É fato que, com isso, a classe média toda comprou computadores. E também a classe C. Mas computador sem rede, hoje, praticamente não é computador. E chegamos assim a um dos principais nós do fenômeno: o acesso em banda larga.
“O principal fator de inibição da difusão é o preço da conexão, assegura o sociólogo Sérgio Amadeu. “A Região Norte, por exemplo, é desconectada. A grande qualidade da rede é a possibilidade de acesso instantâneo a uma diversidade de informações. Computador sem rede não tem sentido”.
Para se ter uma idéia, enquanto o megabit, no Brasil, chega a custar 716.50 reais, no Japão o va lor é de 1,81 reais. 0 levantamento feito pela Associação Brasileira de Prestador as de Serviços de Telecomunicações Competitivas (TelComp) demonstrou que uma conexão de velocidade semelhante é 395 vezes mais cara em Manaus do que em Tóquio. O Mbps comercializado pela Tiscali italiana custa o equivalente a 4,32 reais ao mês. Na França, a Orange cobra 5,02 reais pela mesma velocidade e a Time Warner, nos EUA, 12.75 reais. No Brasil, a NET cobra 39.95 reais.
Especialista em telecomunicações, o conselheiro da Anatel Israel Bayma diz que para ampliar o acesso a banda larga é preciso, antes de tudo, modificar o atual modelo de telecomunicações. O preço do serviço é, para ele, resultado de uma política concentradora que, mesmo com as privatizações, não sofreu transformações ao longo da última década.
“O que se propunha, há dez anos, era construir um novo modelo, baseado no tripé competição, tarifas módicas e universalização do serviço”, relembra Bayma. “Hoje os pregos continuam elevados, há concentração e o serviço não chega a todo mundo. Temos 40 milhões sem telefone.”
Segundo Bayma, como as empresas são concessionárias, o governo possui prerrogativa para definir tarifas, mas não o faz. Em abril deste ano, o presidente Lula lançou um programa de banda larga em parceria com as empresas de telefonia fixa que pretende levara a internet a 55 mil escolas públicas do Pais até 2010. Há quem defenda que o Estado deveria tomar para si a função de garantir uma rede nacional. Estima-se que. atualmente, apenas um terço dos 5564 municípios brasileiros possua banda larga. Nos demais, o acesso ainda é discado, via telefone. Chamam a atenção, nesse cenário, as “cidades digitais”, nas quais os prefeitos, para tirar as localidades do isolamento abriram as redes.
Outro avanço será a regularização, pela Anatel, das tarifas cobradas pelas empresas. A agência reguladora está fazendo um estudo que será apresentado ao Ministério das Comunicações sobre a possibilidade de estabelecer um preço regulado, mais acessível. Caso a fusão da Brasil Telecom com a Oi se concretize, Bayma prevê que a concentração se torne ainda maior. Impasses desse tipo fazem as perspectivas sobre os rumos da internet no Brasil oscilarem do otimismo ao pé atrás.
“O crescimento no número de usuários se deve a uma combinação da classe C com a lan house e não a uma política publica” avalia Silvio Meira, professor da Universidade Federal de Pernambuco e cientista chefe do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife. “As pessoas assumiram que a internet é fundamental para a vida delas, mas não têm renda para garantir o acesso. São apenas 10 milhões de usuários com banda larga em casa.”
Sem banda larga, todos sabem, a internet encolhe-se em suas possibilidades e funções. Com a lenta linha discada é impossível, por exemplo, baixar filmes ou músicas. Sem falar no alto custo da permanência na rede via telefone comum. ” Pouco se fala nisso, mas existe o custo Brasil nas comunicações. Com a difusão da banda larga, seria possível reduzi-lo”, diz Amadeu.
Curioso é que, mesmo com os tropeços para tal expansão, o Brasil é o pais onde o site de buscas Google mais cresce no mundo. A empresa foi fundada nos EUA. em 1998, e o sucesso levou à abertura de escritórios mundo afora a partir de 2000. 0 Brasil nem sequer estava na lista. “Muitos analis tas não apontavam o Pais como um investimento imediato”, diz Carlos Felix Ximenes, diretor de comunicação do Google Brasil, criado em 2005, após o Brasil chamar a atenção por ser um fenômeno de links patrocinados no site. “O Google, aqui cresce a mais de 100% ao ano”, diz Ximenes. O otimismo, embora tardio, parece ter engatado de vez. “Ainda há um grande potencial inexplorado”.
Enquanto a exploração plena não vem, o brasileiro, como em tudo, se vira como pode. Adepto da internet desde os primórdios, Marcelo Tas, jornalista e apresentador do programa Custe O Que Custar, na Band, faz uma síntese bem humorada do que caracteriza a relação do brasileiro com a tecnologia. “Somos o pais da traquitana. A gente sempre foi obrigado a ser nerd, desde o Bombril na antena da tevê.”
A falta de recursos, a ausência de bons equipamentos no mercado, a precariedade, enfim, sempre levou o brasileiro a inventa soluções e a compartilhá-las como forma de sobrevivência. Isso vale para muitas situações e, na internet, é puro ouro. ” Na fase atual da tecnologia, o que vale é a rede. A sabedoria coletiva nunca foi tão importante, e isto não é papo de Paulo Coelho, é verdade”, brinca Tas.
A despeito das dificuldades, é indiscutível que uma revolução silenciosa se espalha. É claro que nem todos usarão a internet para adquirir conhecimentos ou mudar de vida. A diferença é que, ao contrário do que acontecia antes, quem tem um interesse especifico, mas está isolado. geográfica ou economicamente, tem no computador uma portinhola. Cada vez mais, é possível abri-la.
Um caso tornado famoso, recentemente, foi o de Ubirajara Gomes da Silva, o mendigo que, graças à Internet e ao empenho, foi aprovado num concurso do Banco do Brasil. Outros há. Como há programas educacionais e culturais que sem a disseminação da web, não teriam sentido.
A internet tornou-se um espaço único para a difusão de tudo o que se produz. Exemplo simples e curioso é o do site Porta Curtas, abrigo de quase todos os curtas metragens feitos no Pais. Destinados, muitas vezes, a permanecer na lata, esses filmes encontraram uma nova razão de existir.
Isso sem falar na música, que trafega quase livremente pela rede, e nos blogs, disseminadores de informações antes concentradas nos veículos tradicionais de comunicação. O reconhecimento da importância da internet como propaladora de idéias e produções evidencia-se numa nova categoria no concurso da Petrobras, a maior patrocinadora nacional de cultura. O edital divulgado na quinta-feira 7 contempla sites voltados pata a difusão e eventos ligados à arte eletrônica. “Não fizemos um recorte preciso porque queremos aproveitar o edital para fazer o mapeamento do que existe hoje no segmento”, explica Eliane Costa, gerente de patrocínios da empresa. ”Mas queríamos sinalizar a importância da tecnologia”.
O mais comentado projeto da gestão Gilberto Gil, os Pontos de Cultura, também caminha lado a lado com a internet, seja na troca de idéias e experiências, seja na criação de telecentros, como aconteceu no último mês de maio, na comunidade do Alto Nova Olinda, que recebeu o Telecentro de Inclusão Digital Maracatu Leão Coroado, o primeiro da cidade. Os telecentros, ao lado do programa Computador para Todos, figuram como algumas das principais iniciativas públicas de democratização da internet.
Em todos os casos, o qu e se vê é uma tendência, no Brasil, à mobilização via internet. Como aconteceu com a tevê – a web se torna uma importante opção de lazer e isso em todas as camadas sociais. “O computador é uma alternativa muito barata e atraente em um pais carente de espaços públicos e gratuitos de lazer; pontua Marcelo Coutinho, do IBOPE. Ele observa ainda que, com a crescente violência urbana, a diversão caseira é bem recebida, inclusive, pelos pais. Ele, como outros especialistas, vê benefícios até mesmo no uso meramente recreativo. “0 garoto que vai fazer seu perfil no Orkut, depois joga Counter Strike e passa a tarde no MSN entra em contato com outros modos de vida e formas de conhecimento”, reflete Coutinho. ” Se você dissesse ‘vamos tirar as crianças da lan house e colocá-las numa escola modelo com oito horas por dia`, ai sim. Mas, neste momento, seria para colocá-las onde? À frente da tevê?” Ele defende ainda que, para os jovens de 18 a 25 anos, o relacionamento digital é tão “real quanto seus correspondentes no “mundo real”.
Para muita gente, sobretudo nas classes A e B, o real foi, no fundo, “virtualizado”. Nos últimos dez anos, Edney Souza, 32 anos, conhecido por Interney, dispensou a assinatura de dois jornais, três revistas semanais e cinco mensais. Em casa, tem um notebook e três computadores ligados à banda larga. Uma das máquinas nunca é desligada. Pelo celular, recebe emails e, principalmente, twitters, mensagens instantâneas curtas às quais se cadastra. Nunca liga a tevê. “Assino pessoas em RSS”diz. Trocando em miúdos, ele recebe informação filtrada por pessoas que conhece, ou especialistas em temas de seu interesse. Essas, por sua vez, também buscam e recebem informação assim, numa cadeia que se auto-alimenta.
Interney, na dianteira da personalização da rede, se destacou como o primeiro empreendedor a ganhar dinheiro administrando blogs na internet. Hoje, tem uma consultoria de comunicação especializada na comunicação “que não está em portais nem em jornais”, também chamada midia social. É o mundo dos blogs, fóruns, listas de discussão e sites de relacionamento.
O destino desse universo depende do andar da economia e da renda do brasileiro, mas o que fica claro, neste momento, é o absoluto interesse do brasileiro pela internet. De acordo com Demi Getschko, diretor presidente do Núcleo de Informação e Coordenação do Comitê Gestor da Internet, chegaremos, em outubro, a 1,5 milhão de domínios .br (sites aqui abrigados). “A curva de crescimento dos domínios vinha constante nos últimos anos, mas de 2006 para 2007 deu um salto e, em 2008, a empinada da curva é ainda maior”, diz.
Sinal de que o Pais não só está comprando computadores. Está também construindo a internet que deseja para si.
NOVA ARENA
Especialistas divergem sobre a influência da rede na formação da opinião pública
O representante internacional de autopeças Eduardo Guimarães está a frente da ONG Movimento dos Sem-Midia, criada em 2007 como forma de responsabilizar juridicamente veículos de imprensa que, a seu ver, tenham cometido abusos. Um ano antes de criar o movimento, Guimarães passou a transferir para um blog a sua vontade de participar diretamente no debate público. Antes, enviava cartas a jornais. Não sente falta deles. “Quando comecei a discordar da cobertura política, minhas cartas nunca mais foram pub licadas. Mas percebi que, pela internet, eu poderia não só desabafar, mas influir no debate”. diz Guimarães. “Outros pensam como eu. Isso mostra a derrocada da hegemonia na formação de opinião. Com a atuação na Internet, me sinto cidadão ao extremo. Além de formar opinião, a rede também possibilita a mobilização do cidadão comum.”
O otimismo de Guimarães é fruto e consequência de uma das principais características da internet: ela reduz a intermediação. Na rede, todo mundo tem voz. Marcelo Coutinho, do IBOPE, tira da manga uma expressão que define esse modelo. No lugar do broadcast da midia tradi cional, teríamos agora o socialcast. “Qual é o paradigma do socialcast? É a interação de conteúdos. Segundo a pesquisa Datafolha, são os 11% de internautas postando comentários em noticias. Em 2007, eram apenas 3%”, analisa.
Trata-se, de alguma maneira, da idéia de que todos podem ser jornalistas. Há quem veja, também, o fim do jornal impresso apesar de, no Brasil, haver um aumento na circulação dos diários. Mas, previsões à parte, o que se verifica, neste momento, é a diluição de seu poder. “Vejo cada vez mais a capacidade de alguém mudar de opinião sem passar pelos grandes veículos de comunicação. O coronelismo, assim como as concessões de tevê, faz parte de um mundo analógico, que está mudando substancialmente”, aposta o jornalista Marcelo Tas.
Quem estuda a Internet é, porém, menos incisivo nesse tipo de análise. De acordo com Silvio Meira, do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife, o impacto da internet sobre a chamada “formação de opinião” ainda é reduzido. “Não temos uma massa critica de usuários interessados nas discussões políticas de blogs, por exemplo”’, avalia.
Para o sociólogo Sergio Amadeu, o processo está em curso. E, neste momento, o que está em jogo é a construção de reputações. “A credibilidade, na internet, é dada pela reputação. E a reputação referendada pelos próprios internautas.” De todo modo, como,o que está na rede é peixe, muita gente tenta falar, e ser ouvida, por meio de blogs e sites não raro quase invisíveis.
Mas a possibilidade de ter voz, sem qualquer barreira, é um caminho sem volta para a mudança sem volta (mesmo que lenta) da relação das pessoas com a mídia. É como se todos estivessem mais expostos. Menos donos da verdade.


Olá, boa tarde
Estiver ai na feira no empreendedor na quinta feira, até troquei algumas palavras com você sobre wordpress e web…
Tem algum e-mail de contato?
Até mais,
Oi Rodrigo,
Desculpe a demora e espero que você tenha gostado da Feira.
Meu email é danielaalmeidat@gmail.com
Att
Daniela Almeida Teixeira
Oi Daniela. É um prazer estar escrevendo para vc.
Estive no Sebrae Recife e conversei com Andréa Moraes. Pedi a ela orientação sobre como utilizar meu blog de forma comercial. Ela me indicou o MUNDO SEBRAE para obter esta ajuda e, claro, também me deu algumas dicas.
Primeiro peço que vc dê uma olha no blog e, se possível, faça algumas inferências; segundo, estou lendo sobre o assunto e procurando aprofundar os conhecimentos; terceiro, ela me falou que vcs trabalham com o wordpress. Meu blog foi feito no spaces.live da MSN. Há algum problema, dificuldade ou impedimento? Acho difícil e interface do wordpress e tem muito de inglês (o que dificulta a minha vida)
Dá uma olhada no endereço:
http://e-noticia.spaces.live.com/
Outro link importante é o “Escada em Fotos” que fica na coluna esquerda DESTAQUE. Nele criamos uma biblioteca virtual com fotos do nosso município. Podemos dizer que ele faz parte da segunda idéia mais importante do nosso projeto.
Portanto a idéia é: criar um blog de informação e noticia sobre nossa cidade (Escada-PE) e usá-lo (também) para divulgar a cultura e a identidade do nosso município.
Desde já agradeço tua ajuda.
Abraços e te cuida!
Prezado Edmuundo Fernandes,
Obrigada pela sua participação no blog. Tentarei te ajudar em algumas questões:
1) Referências de estudo: sugiro que você acesse o http://technorati.com/ que apresenta vários estudos e perfis da blogosfera mundial, apresentando inclusive pesquisas sobre o setor. No Brasil um blog interessante é o Blogblogs http://blogblogs.com.br/ onde você pode cadastrar seu blog e ver o perfil e o ranking dos melhores blogs do país.
2) Com relação ao WordPress e o spaces.live eu tenho blog nos dois ambientes e se você tem dificuldade em utilizar o wordpress fique à vontade no uso do spaces.live. É uma excelente ferramenta. O wordpress é reconhecido a nível mundial, mas o spaces.live tem mais a cara do Brasil (em minha opinião). Enfim, utilize a ferramenta que melhor se adapte a você como usuário final. Cada pessoa tem um perfil e uma necessidade.
3) Com relação aos dois blogs, cheguei a acessá-los mas para que eu aprofunde nisso teria que montar um planejamento estratégico para te ajudar, mas isso eu não teria como fazer por aqui. Seria um processo de consultoria, pois acho precipitado dar alguma opinião apenas olhando os dois ambientes. Seria um tiro no escuro. A única consideração que faço é que você não deveria utilizar dois blogs separados. O ideal é ter um apenas e esgotar todas as possibilidades nesse ambiente único, dando o máximo de visibilidade para sua região.
Espero que tenha contribuído com você.
Att
Daniela Almeida Teixeira